Dicas sobre a nova “onda” dos sites de compra coletiva


Limpeza de pele de R$ 180 por R$ 49. Rodízio de sushi de R$ 50 por R$ 19. Ingresso de teatro de R$ 40 por R$ 12. Quem, diante de um desconto que às vezes chega a 90%, não se sente tentado a comprar – e o mais rápido possível – uma oferta dessas? É apostando nessa sede por “superdescontos” que os sites de compras coletivas crescem no Brasil.

Você pode nunca ter ouvido falar em “compras coletivas online”, mas é provável que já tenha recebido algum e-mail de amigos com convites para entrar em sites como Peixe Urbano, Click On e Clube Urbano. Outra empresa que recentemente entrou nesse mercado é o Buscapé, que comprou o ZipMe, um site “centralizador” de ofertas de sites de compras coletivas.

O que esses sites fazem é criar “superdescontos” junto com bares, restaurantes, centros de estética, cinemas, teatros, que ficam disponíveis para compra online num período de 24 horas. Há um número mínimo de compradores que deve ser atingido – o que leva um usuário ávido para concretizar esse “negócio da China” a disparar e-mails para amigos e convidá-los para participar da oferta.

O problema é que pela grande procura que algumas dessas ofertas têm, um detalhe importante passa despercebido: a sua data de validade. É preciso ter em mente que, ao ligar para o estabelecimento para marcar o dia em que você vai usar a oferta, você pode acabar utilizando o serviço só daqui a dois, três, quatro meses em alguns casos.

O grande valor dos descontos acaba levando alguns compradores a comprar produtos e serviços por impulso. Aliado aos prazos de validade extensos, isso acaba exigindo dos consumidores um grande jogo de cintura para conseguir desfrutar de tudo o que compraram.

O que diz o Procon

Para o assessor técnico do Procon-SP, Marcos Diegues, é importante que as pessoas saibam previamente que existe um espécie de contrato firmado entre o consumidor e o site de compra coletiva. “Você está de acordo com o site que, para pagar aquele preço com bastante desconto, vai utilizar o serviço não de forma imediata”, explica. É obrigatório, no entanto, que o site deixe isso claro nos termos de serviço e, principalmente, destaque o prazo de validade da oferta.

“As condições fundamentais e essenciais da oferta devem estar explícitas. Além disso, a empresa tem de cumprir o que ofereceu e na forma que ofereceu”, alerta. Isso significa, por exemplo, que não podem ser cobradas taxas adicionais à oferta quando o cliente for utilizá-la.

Outra grande desconfiança dos consumidores é em relação a preços com descontos que atingem 90%. “O estabelecimento pode praticar preços diferentes dos usuais, considerando o grande volume de compradores que possibilita tal desconto.” O que não pode ocorrer é uma maquiagem de preços: anunciar um serviço com desconto, quando na verdade o preço é idêntico ao integral.

A recomendação, caso o consumidor tenha problemas em utilizar as ofertas, é procurar o estabelecimento em primeiro lugar. Se não for possível um acordo, a pessoa pode procurar órgãos de defesa do consumidor, como o próprio Procon para reclamar seus direitos.

Fonte

DICAS BÁSICAS

#1 Desconfie de todas as ofertas – procure saber, antes de comprar, se realmente o estabelecimento da promoção está de acordo com a oferta, se há data para agendamento, quantas pessoas podem usar, etc. Busque ter certeza de que realmente não é um golpe.

#2 Para melhor exigir os seus direitos caso seja surpreendido, tire um “printscreen” da oferta ou até mesmo guarde o e-mail recebido.

#3 Tome muito cuidado com promoções de diárias em hotéis e pacotes de viagens – há várias exceções para esses tipos de ofertas, como disponibilidade, limite, etc. Eu como um bom comprador de sites de compra coletiva, nunca me aventurei com esses tipos de ofertas; ao meu ver, a compra coletiva é nada mais que um contrato de adesão extremamente oneroso ao consumidor, o qual deve-se tomar muito cuidado.

#ficadica

Maradona

 

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